Eduardo Sukienik | Arquivo Pessoal

 

O Brasil é o país do Surf! Medalha de ouro nas olimpíadas de Tóquio. Já no circuito mundial da WSL os brasileiros são imbatíveis e em 2021 as três primeiras colocações ficaram com os chamados Brazilian Storms, Gabriel Medina, Filipe Toledo e Italo Ferreira.

 

Não é nenhuma novidade o fato de muitos atletas se tornarem executivos e empresários de sucesso. O esporte traz ensinamentos importantes para a vida de qualquer praticante, independentemente do gênero esportivo, seja por competição ou por entretenimento.

 

Neste artigo, vamos falar do que pensam cinco  empresários gaúchos, surfistas desde muito jovens, sobre os aprendizados adquiridos com o surf em suas carreiras profissionais. Esses executivos atuam como dirigentes de grandes empresas nacionais e  estão à frente de projetos inovadores e de sucesso. 

 

Carlos Py | Arquivo Pessoal

 

Eduardo Sukienik,  Andreas Blazoudakis, Carlos Gerdau Johannpeter, Carlos Py e Miguel  Muccillo, têm em comum o sucesso como executivos de grandes empresas  e o amor pelo surf.

 

Andreas Blazoudakis | Arquivo Pessoal

 

Carlos Gerdau | Arquivo pessoal

 

Quer conhecer mais detalhes sobre o que o surf ensinou para esses empresários? Confira!

 

Eduardo Sukienik 

 

CEO da Noblesse e presidente do conselho de administração da TW Group | Arquivo pessoal

 

Founder e membro do grupo controlador que realizou o IPO do grupo Brasil Brokers. Idealizador e sócio da TW Group, tem 35 anos de carreira, atuando no segmento imobiliário e de comunicação.

 

Andreas Blazoudakis

 

Founder e CEO/CVO da Netspaces | Arquivo pessoal

 

Fundador e investidor dos unicórnios Movile e iFood, bem como de outras startups de sucesso, como PlayKids e Delivery Center. Tem experiência de mais de 20 anos na criação de empresas disruptivas e inovadoras no mercado de celulares e internet.

 

Carlos  Gerdau Johannpeter

 

CEO Domus Urbanismo | Arquivo pessoal

 

Foi executivo do grupo Gerdau por mais de 20 anos, atualmente Carlos é CEO da Domus Urbanismo e desenvolvedor do Prado Bairro Cidade, o primeiro bairro-cidade do Rio Grande do Sul. A partir de 2001, passou a desenvolver seus próprios projetos nas áreas de mineração, tecnologia, incorporação e propaganda. É  formado em Direito pela UFRGS, estudou em Harvard, Toronto e Wharton .   

 

Carlos Py

 

CEO da Klassmatt Integra S.A. | Foto: Wanderley Silveira

 

Diretor da gaúcha Seller. Após operação de M&A, assumiu a diretoria nacional da LINX S.A. Possui mais de 30 anos de experiência em empresas de tecnologia, segmento onde conduziu diversas operações de M&A.

 

Miguel Muccillo

 

Founder e CEO da MDM8 | Arquivo pessoal

 

Com ampla experiência no segmento de capitalização para beneficiamento de entidades do terceiro setor. Foi responsável por integrar renomadas instituições filantrópicas no mercado de capitalização.

 

Ensinamentos do surf para o mundo dos negócios

 

Andreas Blazoudakis | Arquivo pessoal

 

O surf, sem dúvida, traz enormes aprendizados para os seus praticantes. O contato direto com a natureza, com o ecossistema marinho e com a cultura de outros lugares reflete positivamente na vida dos surfistas, proporcionando ensinamentos tanto pessoais quanto profissionais.

 

Eduardo Sukienik | Arquivo Pessoal

 

Carlos Gerdau | Arquivo pessoal

 

Mas, afinal, quais são esses ensinamentos? Os surfistas e empresários Eduardo Sukienik, Andreas Blazoudakis, Carlos Py , Miguel Muccillo e Carlos Gerdau Johannpeter  contam 9 lições especiais do surf para o mundo dos negócios.

 

1. Planejamento

 

Miguel Muccillo | Arquivo pessoal

 

O surfista é um viajante explorador por natureza. Desde cedo na estrada, quase sempre “longe dos adultos”, os jovens surfistas aprendem, por absoluta necessidade, a planejar suas viagens: passagens, hotéis, mapas, locais, alimentação, etc. 

Moradores de Porto Alegre ,  esses 5 surfistas começaram a viajar sozinhos em direção ao litoral gaúcho e catarinense  desde muito jovens. Aprenderam a se virar, elaborar roteiros, gerenciar o tempo e, principalmente, fazer com que os recursos durassem a viagem inteira.

 

2. Competitividade

 

Eduardo Sukienik | Arquivo Pessoal

 

Até mesmo o free surfer, ou seja, o praticante por diversão, precisa ser competitivo. Os melhores lugares do mundo para surfar são, no jargão dos surfistas, “crowd” (lotados). Por isso, para pegar ondas em qualquer lugar, o bom surfista tem que saber lidar com a concorrência dos demais praticantes, sempre ávidos por pegar as melhores ondas. Posicionamento e atitude são imprescindíveis.  

 

Surfista apático e resignado corre o risco de sair do mar sem surfar.

 

3. Análise de riscos

 

Carlos Py | Arquivo Pessoal

 

Não é raro um surfista chegar a uma nova praia e não saber por onde entrar no mar — e pior: sequer saber por onde sair. Outras vezes, a mãe natureza está implacável e as ondas estão gigantes. A decisão de entrar ou não em um mar difícil passa pela avaliação do seu nível de expertise e das suas condições físicas e mentais. 

     

Uma decisão errada pode significar risco de vida (ou risco de perder o mar da sua vida).

 

4. Compliance

 

Andreas Blazoudakis | Arquivo Pessoal

 

Apesar de não ter regras oficiais, o free surf tem um fortíssimo compliance tácito. Regras de prioridade e de conduta do line up devem ser seguidas impreterivelmente, sob pena de expulsão sumária do mar e da praia. Em locais mais extremos, o surfista inconveniente precisa ir embora, a fim de evitar agressões. 

 

Siga as regras. Assim, o surf é tranquilo na maior parte dos picos.

 

5. Sustentabilidade

 

Miguel Muccillo | Arquivo pessoal

 

O surfista é um amante da natureza e a preservação está em seu DNA. Ver uma embalagem plástica no mar durante o surf gera uma indignação em todos os praticantes de qualquer nível. Essencialmente ativistas, os surfistas são árduos defensores dos oceanos. Hoje, felizmente, a sustentabilidade é uma realidade no ambiente empresarial. 

 

6. Resiliência

 

Carlos Gerdau | Arquivo pessoal

 

Junto com o viés aventureiro do surfista vem o pacote de “roubadas” (noites maldormidas, mosquitos, doenças tropicais, acidentes de trabalho, etc). As adversidades enfrentadas na busca pelas melhores ondas são verdadeiros aprendizados para superar os obstáculos que os empresários também enfrentam ao longo de suas carreiras. 

 

7. Networking

 

Carlos Py | Arquivo Pessoal

 

Ter uma grande rede de relacionamento faz parte do mundo do surf. A rede, inclusive, é mundial. Por onde passa, o surfista faz amigos. Um atleta viajante tem relações em todos os continentes. No ambiente empresarial, os melhores negócios andam juntos com um bom network.

 

8. Inovação e tecnologia

Miguel Muccillo | Arquivo pessoal

 

Nos anos 1970, as pranchas tinham apenas uma quilha, depois vieram as com duas, três e quatro quilhas. Os materiais também melhoraram muito. Pranchas de surf ficaram mais leves e mais fortes. Já as wetsuits (roupas especiais de surf) para surfar em águas geladas evoluíram a ponto de ser possível surfar no Alasca hoje em dia. Apareceu também o jet ski, que, com técnicas de tow in e step off, possibilitou que ondas gigantes fossem surfadas.   

 

Carlos Py | arquivo pessoal

 

O surf está em constante evolução. Novos equipamentos possibilitam novas práticas e performances jamais imaginadas. Surfista que quer se manter no “rip” tem que estar com o radar na inovação, assim como empresários que querem manter a competitividade.

 

9. Respeito à cultura local

 

Andreas Blazoudakis | Arquivo Pessoal

 

Sem apologia ao localismo extremo, o respeito aos chamados locais faz parte do código de conduta dos surfistas e, normalmente, garante uma boa recepção em qualquer lugar do planeta, salvo algumas exceções. Da mesma forma, qualquer companhia em expansão deve, além de ter um conhecimento da nova praça em que está iniciando, estabelecer relações amigáveis com todo o ecossistema (fornecedores, concorrentes, clientes, etc.) desse novo mercado em que passará a operar.

 

Eduardo Sukienik | arquivo pessoal

 

Seguramente, esses  executivos gaúchos, com exitosas realizações no universo empresarial, levaram para suas carreiras as experiências e os ensinamentos adquiridos ao longo dos mais de 40 anos em que frequentam a “universidade do surf”.

 

Miguel Muccillo | Arquivo Pessoal

 

Eduardo, Andreas, Carlos Py, Carlos Jonhannpeter e Miguel continuam surfando  toda a  semana e, entre reuniões de negócios , já estão planejando a próxima surf trip internacional.