Qual o futuro da publicidade? Os especialistas apostam suas fichas nos vídeos.

Para entender melhor sobre o crescimento dos vídeos no marketing digital, como eles revolucionarão a forma como nos comunicamos e como a sua empresa entra nessa equação convidamos a Awa Films, o braço audiovisual da TW Group, para comentar sobre as tendências e o que podemos esperar do universo dos vídeos. Confira o que Mário Leão, sócio da Awa e diretor de produção, e Vinícius Linhares Macedo, videomaker, têm a dizer.

Vamos falar de números?

Se, no passado, o lugar onde as marcas queriam estar era na televisão, porque esse era o “maior holofote possível”, o cenário já não é mais esse. Embora a TV ainda seja um veículo importante, cada vez mais as marcas estão explorando os caminhos alternativos para impactar o seu público.

O motivo para isso é simples: 40% das pessoas na América Latina assistem vídeos online enquanto estão com a TV ligada. Os dados são de 2018, do Facebook IQ. O efeito “segunda tela” nos leva a buscar uma outra forma de entretenimento, normalmente o celular, apesar de estarmos — supostamente — assistindo TV. Segundo uma pesquisa do Ibope Conecta, também de 2018, 95% dos brasileiros acessam a internet enquanto assistem televisão — 81% desses acessos são feitos através do smartphone.

Nessa competição pela atenção do público, Mário Leão aponta os vídeos como a melhor ferramenta para atrair o olhar das pessoas: “nos vídeos, querendo ou não, tu tem pelo menos 30 fotos por segundo sendo ‘jogadas’ na cara do espectador. Ou seja, tu está sempre chamando a atenção.”.

A ascensão do formato e o nascimento da Awa

A popularidade do formato de vídeo está intrinsecamente conectada ao nascimento da Awa Films. Desde 2017, oferecemos a produção de vídeos no escopo de nossos contratos, época em que Mário Leão atuava dentro do setor de Criação da The Wedge Marketing Digital.

Porém, com o aumento da nossa cartela de clientes e com a crescente demanda por materiais em vídeo, percebemos que um sub-setor não seria suficiente para atender as necessidades dos nossos clientes. Assim, Mário tornou-se sócio do TW Group, que acabara de nascer, e passou a comandar a Awa Films, uma produtora especializada em audiovisual dentro da nossa holding.

Dessa forma, tornou-se possível entregar projetos cada vez mais completos e ágeis, atendendo a diversos aspectos: roteirização, captação, edição e locução — para todos os formatos de veiculação (cinema, TV, Youtube, Facebook e Instagram). Além de atender os clientes que já eram atendidos pela The Wedge, com um contrato completo de marketing digital, a empresa passou a conquistar seus próprios clientes, com o foco, agora, voltado totalmente aos vídeos.

Os clientes querem vídeos

Da mesma forma que os clientes fizeram com que criássemos a Awa, a grande maioria deles já entendeu a importância de um bom vídeo e já sabe o que quer. Se antes a visão do vídeo era de algo “intocável”, que deveria ser institucional e de 1 minuto e 30 segundos, o pensamento evoluiu. As marcas já pedem vídeos mais curtos, mais acessíveis e dinâmicos, bem como entendem que os mais variados formatos podem funcionar.

No mercado imobiliário, setor que representa a maior parcela de nossos clientes, os corretores já esperam pelos vídeos — um evento que antes gerava uma foto na rede social, agora é um vídeo. Eles já se acostumaram com o formato, querem se ver na telinha e já sabem até como posar para os videomakers.

Existe fórmula para um bom vídeo?

Já que mencionamos diferentes formatos, será que existe uma fórmula de como fazer um bom vídeo? A resposta é simples: não!

Por trás de um pedido de “eu quero um vídeo”, existe um infinito de possibilidades. Isso porque um vídeo pode ser feito de milhares de formas. Quando estamos lidando com criatividade, o céu é o limite, e um mesmo briefing pode resultar em vídeos muito distintos. “Cada vídeo é um vídeo”, aponta Mário.

Vinícius Linhares Macedo comenta que o mais importante é atingir o objetivo:

“Eu acho que não tem uma fórmula específica, mas contando a história que tu tem que contar, atingindo o objetivo, tu tem milhões de maneiras para chegar no mesmo ponto.”

Como falamos, o trabalho de um criativo é influenciado por inúmeros fatores, internos e externos, que contribuem para o que será o resultado final. “Um briefing que chega para mim, num dia que eu vim no ônibus, lendo um livro, ou no dia que eu vim ouvindo uma música, pode resultar em um vídeo completamente diferente”, pontua Mário.

E Vinicius complementa:

“É uma coisa muito mais artística nesse lado. Mesmo sendo coisas mais exatas que tu tem que fazer, tudo depende de como tu está no dia, tanto no dia de gravação quanto no dia de edição. Se tu pegasse o mesmo trabalho, gravado pela mesma pessoa, editado pela mesma pessoa, mas em dias diferentes, ele ia ficar diferente — poderia ficar melhor, poderia ficar simplesmente diferente, poderiam ficar os dois bons… Então, tu consegue atingir resultados parecidos e atingir o objetivo que tu quer atingir de várias maneiras diferentes. […] Toda referência que tu tem, tua vida inteira… Conhecimento, experiências que tu teve para chegar naquele resultado.”

Em resumo: não existe fórmula para um bom vídeo. A fórmula é seguir se reinventando e buscando novas maneiras de impactar o público.

Neste ponto, contudo, existe outra questão. Não há uma fórmula de melhor impactar o público, assim como também não existe uma fórmula para melhor trabalhar com segmento X ou Y tudo depende de quem é o público que a marca quer atingir, quem é o público que vai consumir o conteúdo. Ou seja, é um público que consome conteúdos mais rápidos, como o formato stories do Instagram? Ou é um público que necessita de mais informação e mais tempo de leitura? A maneira como o vídeo será trabalhado depende muito mais de quem vai consumi-lo do que quem é a marca em si. Sobre isso, precisamos falar sobre as plataformas.

Youtube? Facebook? Instagram? Onde apostar as minhas fichas?

Existem algumas discussões no marketing digital sobre o tempo dos vídeos. Os stories do Instagram são um exemplo de como vídeos curtos podem servir para impactar o seu público, no entanto a mesma plataforma tornou possível também a “expansão” desses vídeos curtos para formatos mais longos no IGTV. Acerca disso, Mário diz que não existe uma duração melhor do que a outra. Tudo depende da forma como se quer comunicar. Porém, uma coisa é certa: “o vídeo tem 3, 4 segundos para prender a atenção da pessoa e fazer com que ela continue assistindo”.

Já, quando o assunto é a “competição” das plataformas, não há um veredito de onde apostar as fichas — o importante é estar onde a sua audiência está.

“É por fases. Tinha uma fase em que o Facebook estava mais em alta, agora é o Instagram. Vai indo por fases, e cada plataforma tem uma forma de fazer um vídeo. Se tu for pensar em cada plataforma, cada uma delas tem algumas especificidades. Não é o mesmo vídeo que tu vai colocar em tudo cada plataforma tem um jeitinho de tu encaixar um vídeo ali.”

Como Mário aponta, é essencial que se respeite o princípio básico das plataformas. Nem todo vídeo vai funcionar em todas plataformas. Vale a pena investir tempo do seu videomaker ou produtora para criar vídeos específicos para cada uma delas.

Cabe aqui falarmos também sobre o Whatsapp, que se tornou muito mais do que uma ferramenta de mensagens. Com seu advento, compartilhar conteúdo tornou-se muito mais fácil — seja mensagens,  textões, fotos ou vídeos.

No mercado imobiliário, o Whatsapp tornou-se uma ferramenta poderosa para os corretores. Através da plataforma de comunicação, os corretores têm um acesso direto com seus clientes e conseguem enviar materiais exclusivos, de forma instantânea.

“Em 90% dos casos, quando produzimos um vídeo, entregamos ele também no formato de Whatsapp. Se tornou uma peça necessária. As pessoas consomem muitos vídeos pelo Whatsapp — muito mais que pela televisão. Se tornou mais rápido tanto o acesso quanto o compartilhamento”, comenta Mário.

No que se refere a adaptar-se à plataforma, o site Think With Google, plataforma da Google para ideias, tendências e pesquisas de marketing digital, apresentou o case do filme O Rei do Show. Normalmente, quando se lança um filme, as produtoras lançam os trailers, simplesmente publicando no Youtube o comercial de TV. Porém, a 20th Century Fox decidiu inovar e produziu vídeos específicos para o formato online! Com o objetivo de gerar reconhecimento e aumentar a bilheteria, foi criada uma estratégia baseada no comportamento do público:

“Em vez de tentar adivinhar o que as pessoas gostariam de ver em uma propaganda digital de trinta segundos, a Fox testou versões diferentes do trailer no formato de anúncio pulável e levantou qual versão foi a preferida dos espectadores. A performance dos vídeos foi medida por 2 parâmetros: tempo de retenção do espectador e porcentagem de pessoas que assistiram o anúncio até o fim.

O trailer de 30 segundos com melhor desempenho serviu como âncora para a construção de uma campanha orientada por dados, visando a impactar os espectadores com novos vídeos de acordo com a forma como eles interagiram com este primeiro.”

vídeos - estratégias TWG

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Fonte: Think With Google — Dados da campanha de brand lift no YouTube Brand Lift para a 20th Century Fox U.K.’s The Greatest Showman, Jan. 2018.

Além de resultar no aumento do box office do filme, a estratégia é um ensinamento para produtores — e também as marcas — acerca da importância de produzir conteúdos específicos para cada plataforma a fim de gerar cada vez mais engajamento com o seu público.

Vale ler também: YouTube Ads Leaderboard Quem bombou em 2018

O futuro da publicidade são os vídeos — e esse futuro já chegou. Quer descobrir a melhor forma de se comunicar, em vídeo, com o seu público? A Awa Films pode ajudar você nisso! Acesse o site e saiba como!